M!ko olha a chuva chegar aos poucos, pequenas gotas vindas do céu. As primeiras lhe parecem tão tímidas e esparsas, uma aqui, outra acolá. M!ko estende a mão sentindo nela a chuva aumentar e de repente um alvoroço se inicia e consome toda a timidez dando espaço a um momento apaixonado. Milhares, trilhares de pequenas gotas agora saltam juntas como que de mãos dadas ou se abraçando em pleno ar quase impossibilitando distinguir uma de outra e não havendo lugar que juntas pareçam não alcançar. O som que M!ko escuta parece uma cascata de risadas, gargalhadas sem fim e logo imagina quão divertido é a chuva e tem vontade de brincar. De braços abertos M!ko corre e tenta a chuva abraçar, mas não consegue e então começa a girar. Rodopiando e saltando M!ko sente a chuva lhe cobrir encharcando sua camisa e pesando seu jeans maneiro, desfazendo o penteado da moda e lhe deixando por inteiro num tom mais escuro. Muitas gotas lhe agarram e fazem dele novo brinquedo correndo e escorregando por seu corpo, do alto da cabeça até a ponta de sua cauda e ele escutando as gargalhadas e risadas e pensando como é divertida a chuva, parece a ele a maior das festas. M!ko também percebe que muitas gotas ao chegarem nele de imediato dele saltam e lhe parece que as gotinhas o que mais gostam é de saltar. Girando e rodopiando ele imagina a comoção, milhares, trilhares de pequenas gotas correndo e saltando lá das nuvens para brincar de chuva rindo e gargalhando por todo o caminho. Imagina M!ko, ainda, que lá nas nuvens de algodão em suas ondas e extensões existem trampolins, tantos quanto necessários para tantas gotinhas brincarem de chuva e talvez seja por isso que existam os trovões. Pensando assim M!ko não tem qualquer razão para temer tantos estrondos lá de cima, já que são apenas o som de tantos saltos de trampolim e a cada rugido do céu dá risadas a pensar nas cambalhotas de cada gotinha em seu salto de trampolim.
De repente a chuva terminar. Acabou a brincadeira e as gotinhas tão cansadas já não querem saber de saltar e em silêncio vão dormir enquanto M!ko sorri por ter hoje brincado de chuva. Fica feliz imaginando e pensando como se divertem as gotinhas!
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- não gosto de chuva. Molha!
sábado, 27 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
O Conquistador de Montanhas
Não tenho eu a pretensão de compreender, no vasto universo, a mobilidade oculta na estática do inanimado, tão pouco teria eu o privilégio de presenciar no acaso de um dia anônimo as vibrantes cores da sinfonia pelo Sol regida orquestrada às horas do dia. Entretanto em minha humilde arrogância não me privo do doce sabor do saber que em cada pequeno detalhe constitui-se uma montanha.
Os gigantes que nos intimidam em tamanha presença, que nos fazem então pequenos e insignificantes, não mais provocam em mim o pânico e fuga, ou mesmo a frenética procura pelo abrigo incompetente, que a frente de majestosos passo, pisadas e pés, nada são além de pó.
Consciente dos meus passos, e assim de meus próprios pés, me levo aonde quero sem temer, sem tremer. Pois sabendo que o todo se faz assim de detalhes me vejo maior que suas partes. Então, que venham os enormes pés com sua brutalidade desmedida, pois serei farpa em seu caminho e da farpa em sua pata até o leão de rugido conquistador se tornará o filhote ferido por traz das lágrimas.
A quem busca a força de seguir em frente encontra em si a maior arma e na fé o maior escudo. Disso eu sei e isso eu vivo. Independente das montanhas a minha frente, sua vastidão e grandeza, passo a passo, uma por vez, todas eu vencerei.
Os gigantes que nos intimidam em tamanha presença, que nos fazem então pequenos e insignificantes, não mais provocam em mim o pânico e fuga, ou mesmo a frenética procura pelo abrigo incompetente, que a frente de majestosos passo, pisadas e pés, nada são além de pó.
Consciente dos meus passos, e assim de meus próprios pés, me levo aonde quero sem temer, sem tremer. Pois sabendo que o todo se faz assim de detalhes me vejo maior que suas partes. Então, que venham os enormes pés com sua brutalidade desmedida, pois serei farpa em seu caminho e da farpa em sua pata até o leão de rugido conquistador se tornará o filhote ferido por traz das lágrimas.
A quem busca a força de seguir em frente encontra em si a maior arma e na fé o maior escudo. Disso eu sei e isso eu vivo. Independente das montanhas a minha frente, sua vastidão e grandeza, passo a passo, uma por vez, todas eu vencerei.
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